terça-feira, 12 de março de 2019

Ser mãe dela

Olha como ela tem olhos tão castanhos...
olha só!
ela sorri com teus olhos e te beija com paixão!
é dela os encontros da tua voz e da tua vida...
ela...
minha pequena preta pretinha!
Ela corre, pula, dança...
ela escorrega, gargalha e chora.
me diz que tem fome e gosta da minha zanga!
Grita, faz beicinho e me alenta!
Me encontra em dias bons e ruins.
me chama pra brincar de roda, de pique, de bola!
O que eu faço afinal?
Viro criança de novo,me sujo, finjo arroto. a gente se ama e é natural e bom.

O amor que já iniciou imenso,
desses dias que já iniciaram intensos...
ela é minha: minha pequena.
No sabor de ser ser mãe dela!

sábado, 18 de julho de 2015

Olhos de ressaca

Ler Machado sempre fora em mim um escape... sobre mim e em mim. Sinto, em suas obras, o que de mim não sei explicar, não sei exprimir!

Hoje eu tô de ressaca.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Recado à desilusão

Não sei demonstrar o que sinto
Não sei escrever
sempre metida a ler literatura
vejo que não sei Nada, 
que não aprendi

De que vale ter tantos livros
se não me ajudam a viver?
De que vale se não sei viver?

Olho o fim da manhã
e os pássaros a cantar
Para quê?
A única coisa que sei
não sei dizer

Sou a incompreendida
e o incompreensível
Vivo a questionar...

Achei, em dado momento, saber
Porém, mais uma vez, deparo-me com a decepção
Só que dessa vez é diferente
A decepção parte de mim
e apenas eu posso mudar o que está decepcionado

Ah, vida incompreensível
Se não fosses tu, linhas no papel em branco
Creio que teria desistido de mim.

sábado, 20 de junho de 2015

Certa manhã

Se eu chegasse a considerar a manhã igual a todas as outras, onde estaria aí a verdade?
Tenho visto coisas que realmente me alegram. Mas a alegria é um estado de alma, e passageiro e fugidio como todas as coisas são...
Acordei como de costume: do nada... no clímax do sonho: quando saberia a segunda Verdade. E a primeira, já não me lembro.
Pessoas morrem por verdades incontestáveis. No entanto, amar é uma verdade incontestável...
Esquecemos o Amor. Amor é uma Verdade....

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A mosca



Em 24 de janeiro de 2010

Tempo, expressar meus sentimentos.
O que sinto? Meu coração....
Viver longe do que pensas
Existência.
Esse  zumbizar...
A me atordoar....
Coração despedaçado.
Queria, eu, poder amar livremente
Queria... não posso?

A vida entre aspas
Minha existência...
Loucura próxima
Surtos pródigos
Esse Zumbizar....
Minha mente.
Mosca do consciente!

Ler o amor



Escrito em 12 de março de 2010

Quantas são as letras do alfabeto do corpo amado?
Como soletrá-lo?
Como sabê-lo na ponta da língua? 
Tem 24 letras? 
Quantas letras estranhas,
estrangeiras nesse corpo.
Como achar o ponto G na cartilha de um corpo?
Quantas novas letras podem ser incorporadas nesta interminável e amorosa alfabetização?
Movido pelo amor, pela paixão, pode, o corpo, falar idiomas que antes desconhecia?
Cansaço....

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dia de alguém que não importa

Hoje é um dia, como aqueles em que tu sai e voltas para casa esperando algo. No meu caso eram apenas tapiocas com café. Nem sei, ao menos, se buscava isso. Mas está bom, por hoje. 
O mundo aqui fora anda meio louco. O que me conforta é que ele sempre fora assim e nada, absolutamente nada mudou ou mudará.
Vez ou outra uma pessoa nova aparece. E ela vem aqui para conversarmos. Talvez coisas triviais do tipo "Aceita um copo d'água?", "Está gostando da cidade?" e afins... Não espero muito das pessoas. Não mais. Já esperei tanto delas... hoje sou como quase uma observadora do comportamento humano (muito embora eu também seja humana e observe meu próprio comportamento).
Nessas andanças de ônibus pela cidade, eis-me o espanto: "ela ainda é a mesma!"
Não importa o tanto que se busque, nunca há um final, a não ser no derradeiro destino do fim. Nem sei o porquê de isso ter me vindo a mente nesse momento...
Os meus pensamentos se misturam, as vezes, mas a vida é assim, não é mesmo? Um emaranhado de pensamentos avulsos que tentamos colar com a razão?
Já me perdi e ainda não me achei... Não foi a viagem do ônibus apenas, o espaço-tempo me encolhe e se recolhe a todo o instante... Talvez eu nunca me ache!
Eis os motivos da minha não esperança na humanidade...